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O dado engoliu a big idea? A Inteligência Artificial vai engolir teu emprego?

Famosos gurus da publicidade e propaganda, como Washington Olivetto e Nizan Guanaes, brilharam por décadas com suas campanhas geniais. Mas, em virtude da transformação digital, tiveram que dar lugar a uma nova geração de profissionais que lutam para prosperar em um ambiente bem diferente. Hoje, a publicidade e a propaganda estão unidas à inteligência de dados e a infinitas opções tecnológicas e multi-canais. Toda essa complexidade, quando bem orquestrada, permite chegar na tão desejada centralidade no cliente e nos resultados que ela proporciona. Acredito que esses elementos têm o poder gerador de negócios que, um dia, foi da big idea da mídia de massa.

Diferentemente dos países desenvolvidos, onde os investimentos em mídia de televisão vêm sendo substituídos rapidamente pelas mídias digitais, aqui, a TV aberta segue hegemônica e crescendo de forma menos acelerada. De acordo com uma projeção global da PWC, os investimentos em TV aberta devem corresponder, em 2025, a cerca de 17%, contra 40% da internet. No Brasil, de acordo com o Conselho Executivo das Normas Padrão (CENP), no primeiro trimestre de 2021, o investimento em mídia foi de R$2,9B, sendo 56,9% para TV aberta; 23,9% para  internet; 8,3% para OHH ; 5,6% para TV por assinatura; 3,7% para rádio; e 2,2% para jornais e revistas.

Para que possamos acelerar e acompanhar nossos amigos gringos, precisamos de dados confiáveis e precisos. Entra em jogo a necessidade de ter em mãos um modelo de governança de dados, pautado por regras e políticas de priorização, sobreposição e atualização. Diante de inúmeros touchpoints com clientes, a falta dessas regras e políticas podem causar danos ao orçamento de marketing, devido a má qualidade do dado a ser utilizado.

Felizes as empresas que são lideradas por profissionais que conseguem entender com profundidade as necessidades e objetivos dos clientes e possuem conhecimento e experiência para desenhar um framework tecnológico e operacional, e um roadmap que coloque em prática o que abordei acima. Estes profissionais têm o potencial de ocupar o vácuo deixado pelos gurus do passado. São eles que unem dados, insights e tecnologias com o poder de engolir big ideas e acelerar o processo de digitalização de nossa economia.

Conte com a Neogrowth para trilhar este caminho rumo ao futuro. Creio que daqui a não mais de 20 anos, estes profissionais deverão dar lugar à inteligência artificial, que entrará em cena para gestão sistemática da governança de dados da aplicação e análise dos modelos estatísticos e utilização das ferramentas de marketing.

Nos próximos anos, devemos testemunhar as famosas big techs começarem a formar esses talentos, que irão no futuro coordenar os complexos frameworks. Mais uma vez, o marketing que conhecemos será reinventado num processo rápido e sem volta que deixará muitos profissionais geniais pelo caminho.

Meu nome é Jorge, tenho experiência como líder de aceleração do crescimento e desenvolvimento de negócios em segmentos variados, incluindo serviços financeiros, tecnologia, varejo e supply-chain.

Venho liderando a Neogrowth (www.neogrowth.com.br), sou formado em Administração de Empresas pela UFSC, com pós-graduação em Gestão pela Universidade de Harvard, MBA Finanças Corporativas no Insper/IBMEC e Mestrado em Marketing pela Universidade de South Australia.

 

 

Fontes:
https://www.pwc.com/us/en/industries/tmt/library/assets/pwc-web-ready-pwc-outlook-perspectives-2021-2025.pdf

https://propmark.com.br/mercado/investimento-de-midia-soma-r-29-milhoes-no-primeiro-trimestre/

 

 

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