Eu começo os artigos dos líderes visionários com o meu tio e não poderia ser diferente. Tive a sorte de ter na minha família um dos maiores empreendedores e líderes visionários que este país já viu. Seu estilo low profile é o resultado de você nunca ter ouvido falar dele. O resultado de sua visão biônica e capacidade de execução, foi a geração de um faturamento em 1997 de US$ 2,5 bilhões, a geração de 14 mil empregos no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Europa e Ásia, tornando sua empresa uma das 3 maiores do seu setor no Mundo. Estou falando da Ceval Alimentos, uma empresa genuinamente catarinense, nascida em Gaspar, uma cidade totalmente fora do mainstream.
No fim dos anos 80 e começo dos anos 90, ele dizia que a Ceval precisava aumentar sua produção para atender a demanda do povo Chinês e apontava que a cada 1% de aumento no poder de compra do povo Chinês o mundo teria que estar preparado para atender a demanda de proteína vegetal e animal. Quem lá atrás estava enxergando tão longe? Ele não poderia estar mais certo.
Além desta visão afinada, ele possuía outra grande virtude, era um dos melhores traders de soja no mundo. Dono de um refinado perfil analítico adquirido na escola de engenharia. Quando o frio apertava nos EUA e ameaçava a produção (maior produtor da época), ele saia do conforto do escritório, alugava um avião para visitar as fazendas dos EUA e do Brasil, para saber a qualidade de ambas safras. Com os grãos literalmente nas mãos (ou dados) ele projetava o preço futuro da soja e se posicionava para faturar centenas de milhões de dólares.
Hoje quando estou desenvolvendo trabalhos na Neogrowth eu me espelho nesta atitude e comportamento investigativo. Eu sigo o mantra, “follow the Money” e busco sempre ir algumas milhas a mais. Programo meu mindset como se fosse o dono do negócio, a partir daí eu busco dar vida aos dados e criar insights estratégicos de aceleração do crescimento via segmentação, targeting, desenho de personas, jornadas de clientes, campanhas de vendas e marketing. Acredito que usar dados e centrar os esforços na valorização do cliente deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar uma pré-condição de manutenção da relevância e até por que não, existência.
Outra virtude que devo considerar no meu tio, foi a capacidade de montar um time estelar, disponíveis há poucas milhas de onde ele morava. Por fim, devo mencionar que sua paixão pela Ceval era algo colossal. Poucos trabalhavam tanto e se dedicavam tanto a esta empresa, ao ponto de ter uma cama e chuveiro em seu escritório para descansar depois de jornadas longas. Acho até que ele exagerou.
Hoje a Ceval não existe mais, pois foi adquirida pela Bunge e meu tio vive sua merecida aposentadoria perto de seus filhos, netos e irmãos na frente do mar em Santa Catarina. O Brasil gera líderes visionários todos os dias. Precisamos deles para melhorarem nossas vidas e por que não o mundo. Torço para que todos eles sejam devidamente reconhecidos e admirados. Estimados líderes visionários, a Neogrowth está aqui para servi-los. 😉
Meu nome é Jorge, tenho experiência como líder de aceleração do crescimento e desenvolvimento de negócios em segmentos variados, incluindo serviços financeiros, tecnologia, varejo e supply-chain.
Venho liderando a Neogrowth (www.neogrowth.com.br), sou formado em Administração de Empresas pela UFSC, com pós-graduação em Gestão pela Universidade de Harvard, MBA Finanças Corporativas no Insper/IBMEC e Mestrado em Marketing pela Universidade de South Australia.
